Viajar para a Europa sempre exigiu planejamento. Mas, em 2026, além de passagens, hospedagem e roteiro, um novo fator passou a preocupar quem embarca para o continente: a instabilidade na aviação.
Greves em aeroportos, mudanças importantes no controle de fronteiras da União Europeia e até a atividade do vulcão Etna, na Itália, vêm provocando atrasos, cancelamentos, conexões perdidas e dificuldades operacionais em diversos países.
Embora cada situação tenha uma causa diferente, todas elas produzem o mesmo efeito para o passageiro: viagens mais imprevisíveis e maior risco de transtornos.
Para os brasileiros, o cenário merece atenção especial. Grande parte dos voos entre Brasil e Europa utiliza aeroportos como Lisboa, Madri, Paris e Roma como conexão para outros destinos europeus. Isso significa que um problema localizado pode afetar passageiros cujo destino sequer seja o país onde ocorreu o incidente.
Neste artigo, você entenderá por que a aviação europeia atravessa um momento tão delicado, quais são os principais fatores por trás desse cenário e como se preparar caso sua viagem seja impactada
1. O que está acontecendo com a aviação europeia?
Diferentemente de outras crises enfrentadas pelo setor aéreo nos últimos anos, o momento atual não pode ser explicado por um único acontecimento.
Hoje, a aviação europeia enfrenta uma combinação de fatores que atuam simultaneamente sobre aeroportos e companhias aéreas.
Os três principais são:
- a implementação do novo sistema de controle migratório da União Europeia (EES);
- greves envolvendo trabalhadores do setor aéreo em diversos países;
- impactos operacionais causados pela recente atividade do Monte Etna, na Itália.
Somados, esses acontecimentos aumentam a pressão sobre aeroportos que já operam próximos da capacidade máxima durante o verão europeu, período em que milhões de turistas circulam pelo continente.
Os reflexos aparecem rapidamente: aumento do tempo de espera, atrasos na programação dos voos, remanejamento de aeronaves, conexões perdidas e maior dificuldade para manter a operação funcionando dentro do horário previsto.
Embora nem todos os passageiros sejam afetados, quem pretende viajar para a Europa nos próximos meses deve acompanhar atentamente a situação.
2. O EES: o novo sistema que mudou a entrada de viajantes na União Europeia
Entre todos os fatores que vêm pressionando a operação dos aeroportos europeus, o EES (Entry/Exit System) é provavelmente o menos conhecido pelos brasileiros e, ao mesmo tempo, um dos mais importantes.
Criado pela União Europeia, o sistema tem como objetivo modernizar o controle migratório de cidadãos de países que não pertencem ao bloco europeu.
Na prática, ele substitui o tradicional carimbo no passaporte por um registro digital.
Durante a primeira entrada do viajante, passam a ser coletados dados como:
- fotografia facial;
- impressões digitais;
- data e local de entrada;
- data e local de saída;
- informações sobre o documento utilizado na viagem.
Esses registros passam a ser armazenados eletronicamente, permitindo que as autoridades acompanhem com maior precisão o tempo de permanência de visitantes no Espaço Schengen e identifiquem permanências acima do prazo permitido.
Segundo a Comissão Europeia, a medida busca reforçar a segurança nas fronteiras externas do bloco, reduzir fraudes documentais e tornar o controle migratório mais eficiente no longo prazo.
Do ponto de vista tecnológico, trata-se de uma das maiores mudanças já implementadas na gestão das fronteiras europeias.
O problema é que sua implantação coincidiu justamente com um dos períodos de maior movimentação do turismo internacional.
Por que o EES está causando filas e preocupação nos aeroportos?
Ao contrário do antigo procedimento, que consistia basicamente no carimbo do passaporte, o primeiro registro no EES exige a coleta de dados biométricos.
Isso significa que cada passageiro permanece mais tempo no processo de imigração.
Isoladamente, esse aumento pode parecer pequeno.
Mas, quando milhares de passageiros desembarcam praticamente ao mesmo tempo em grandes hubs internacionais, poucos segundos adicionais por pessoa são suficientes para provocar filas significativas e alterar toda a dinâmica operacional do aeroporto.
Foi justamente esse cenário que começou a preocupar aeroportos e companhias aéreas europeias.
Nas últimas semanas, representantes do setor passaram a alertar que o sistema, embora importante para a segurança das fronteiras, foi implementado em um momento considerado inadequado: o auge do verão europeu.
A preocupação não está apenas na formação de filas.
Quanto maior o tempo necessário para processar passageiros na imigração, maiores também são os riscos de:
- perda de conexões;
- atrasos em voos subsequentes;
- concentração excessiva de pessoas em áreas de controle migratório;
- impactos na pontualidade das operações.
Esses efeitos acabam se espalhando por toda a malha aérea, especialmente nos aeroportos que funcionam como grandes centros de conexão internacional.
“O sistema precisa ser completamente reformulado”
As críticas ao EES deixaram de ser apenas uma preocupação técnica e passaram a ganhar destaque na imprensa internacional.
Uma das declarações de maior repercussão veio de Alexander Zinell, CEO da Fraport Greece, empresa responsável pela operação de 14 aeroportos na Grécia.
Em entrevista ao Financial Times, Zinell afirmou que o sistema “precisa ser completamente reformulado”, argumentando que sua implementação, da forma como está ocorrendo, cria dificuldades operacionais justamente durante o período de maior movimento do ano.
Em outra declaração repercutida pelo The Guardian, o executivo alertou que o modelo atual pode gerar situações “desagradáveis e até perigosas”, em razão da concentração de passageiros nas áreas de imigração durante os horários de pico.
As críticas ganharam força porque não partiram apenas de uma companhia aérea ou de um aeroporto isolado.
Diversas entidades representativas do setor passaram a defender adaptações temporárias na implementação do EES, buscando reduzir seus impactos durante a alta temporada.
Entre as propostas discutidas estavam uma implantação mais gradual do sistema e maior flexibilidade operacional para aeroportos com grande fluxo internacional.
Apesar da pressão, a União Europeia decidiu manter o cronograma de implementação, permitindo apenas algumas medidas transitórias de adaptação operacional em determinados aeroportos.
3. Greves continuam afetando aeroportos e companhias aéreas na Europa
Enquanto a implantação do Entry/Exit System (EES) desafia aeroportos e autoridades migratórias, outro problema continua pressionando a aviação europeia: as greves de trabalhadores do setor aéreo.
Paralisações vêm sendo registradas em diferentes países ao longo de 2026, afetando desde aeroportos até companhias aéreas. Embora muitas greves tenham duração de apenas algumas horas, seus efeitos costumam se estender por todo o dia e, em alguns casos, por vários dias, já que a malha aérea funciona como uma grande rede integrada.
Diferentemente do que muitos passageiros imaginam, nem todas as greves envolvem pilotos ou comissários de bordo.
Em muitos casos, as paralisações atingem profissionais que trabalham nos bastidores da operação aeroportuária, como equipes de handling (responsáveis pelo carregamento e descarregamento de bagagens), funcionários de solo, agentes de check-in, equipes de segurança e operadores aeroportuários. Dependendo da categoria envolvida, também podem ocorrer paralisações de controladores de tráfego aéreo, impactando diretamente o fluxo de pousos e decolagens.
Essa diferença é importante porque o tipo de transtorno enfrentado pelo passageiro varia conforme o serviço afetado.
Quando a paralisação envolve controladores de tráfego aéreo, é comum que aeroportos reduzam o número de voos autorizados a operar, provocando atrasos em cadeia e cancelamentos.
Já greves de equipes responsáveis pelo atendimento em solo ou pelo manuseio de bagagens tendem a gerar filas maiores nos aeroportos, demora no atendimento aos passageiros e aumento dos casos de bagagens entregues com atraso ou enviadas para destinos incorretos.
Em um cenário em que a aviação europeia já enfrenta dificuldades operacionais causadas pelo EES, essas paralisações acabam ampliando ainda mais a pressão sobre aeroportos e companhias aéreas.
Quais países e aeroportos têm sido mais afetados?
Embora paralisações possam ocorrer em diferentes regiões da Europa, alguns países concentram a maior parte das mobilizações registradas em 2026.
Entre eles destacam-se:
- Itália, com sucessivas greves envolvendo equipes de solo, handling e outros profissionais ligados à operação aeroportuária;
- Espanha, onde trabalhadores de aeroportos e companhias aéreas também realizaram paralisações em diferentes períodos;
- Portugal, especialmente devido à importância estratégica do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa;
- França, que registra mobilizações pontuais relacionadas ao setor aéreo.
Os reflexos dessas greves costumam ser mais intensos nos grandes aeroportos internacionais responsáveis por distribuir passageiros para diferentes países europeus.
Entre os principais hubs estão:
- Lisboa (LIS);
- Madri-Barajas (MAD);
- Barcelona-El Prat (BCN);
- Paris-Charles de Gaulle (CDG);
- Roma-Fiumicino (FCO).
Mesmo quando uma greve acontece em apenas um desses aeroportos, seus efeitos podem alcançar diversos outros destinos devido ao chamado efeito dominó da malha aérea.
Uma aeronave atrasada em Lisboa, por exemplo, pode comprometer a programação de voos seguintes para Paris, Roma ou Frankfurt, afetando passageiros que sequer passariam por Portugal.
Como as greves afetam passageiros brasileiros?
Os brasileiros estão entre os passageiros mais expostos aos reflexos dessas paralisações.
Isso acontece porque boa parte das rotas entre Brasil e Europa utiliza justamente os aeroportos de Lisboa, Madri, Paris e Roma como ponto de conexão para outros destinos do continente.
Assim, mesmo que o destino final seja Londres, Atenas, Berlim ou Amsterdã, uma greve em um aeroporto intermediário pode alterar completamente a viagem.
Entre os problemas mais frequentes estão:
- atrasos significativos na partida ou chegada dos voos;
- cancelamentos;
- perda de conexões;
- remarcações para voos posteriores;
- maior tempo de espera nos aeroportos;
- bagagens que deixam de acompanhar o passageiro.
Além disso, alterações na programação de uma companhia aérea podem afetar toda a sequência operacional daquele avião ao longo do dia, aumentando os impactos para passageiros de diferentes rotas.
Por isso, quem viajar para a Europa nas próximas semanas deve acompanhar os comunicados da companhia aérea e verificar regularmente o status do voo.
4. O Monte Etna adicionou um novo desafio à aviação europeia
Enquanto greves e mudanças operacionais decorrem de decisões humanas, a recente atividade do Monte Etna trouxe um fator completamente diferente para a aviação europeia: um fenômeno natural impossível de controlar.
Localizado na ilha da Sicília, o Monte Etna é o maior vulcão ativo da Europa e entrou em uma nova fase eruptiva no fim de junho. No dia 5 de julho, uma intensa emissão de cinzas vulcânicas obrigou as autoridades italianas a interromperem as operações no Aeroporto Internacional de Catânia, principal porta de entrada da Sicília.
Durante os dias 5 e 6 de julho, voos foram cancelados, desviados para outros aeroportos, principalmente Palermo, ou remarcados. A situação afetou milhares de passageiros e provocou um efeito cascata na programação de diversas companhias aéreas que operam na região.
Em 7 de julho, após a redução da atividade vulcânica e o rebaixamento do alerta aeronáutico de vermelho para laranja, o Aeroporto de Catânia retomou gradualmente suas operações. Ainda assim, autoridades aeroportuárias continuam orientando os passageiros a verificar o status do voo antes de seguir para o aeroporto, já que novas alterações podem ocorrer caso a atividade do vulcão volte a se intensificar.
Embora o impacto imediato esteja concentrado na Sicília, seus reflexos não se limitam à ilha.
Como a aviação funciona em uma malha altamente integrada, alterações na programação de um aeroporto podem repercutir em voos operados em outros países, afetando conexões, disponibilidade de aeronaves e escalas de tripulações.
Como uma erupção vulcânica afeta os voos?
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o maior risco de uma erupção vulcânica para a aviação não é a lava.
O principal problema são as cinzas lançadas na atmosfera.
Essas partículas microscópicas são extremamente abrasivas e podem causar sérios danos aos motores das aeronaves, comprometer sensores, reduzir a visibilidade dos pilotos e afetar sistemas essenciais para a segurança do voo.
Por esse motivo, sempre que os centros de monitoramento identificam uma nuvem de cinzas em rotas aéreas, autoridades aeronáuticas podem restringir ou suspender temporariamente as operações até que as condições sejam consideradas seguras.
Dependendo da evolução da atividade vulcânica, as companhias aéreas podem precisar:
- cancelar voos;
- alterar rotas;
- desviar aeronaves para aeroportos alternativos;
- remarcar passageiros;
- reorganizar a utilização de aeronaves e tripulações.
Mesmo quem não viaja para a Sicília pode sentir os impactos.
Foi exatamente o que aconteceu durante a erupção do início de julho: dezenas de voos foram desviados para Palermo, enquanto diversas aeronaves ficaram fora de posição para cumprir a programação prevista nos dias seguintes. Embora o Aeroporto de Catânia já tenha retomado as operações, companhias aéreas ainda recomendam que passageiros acompanhem eventuais alterações, já que o Monte Etna permanece em atividade e novas emissões de cinzas podem voltar a afetar o espaço aéreo da região.
Essa característica diferencia o vulcão das greves ou do EES: trata-se de um evento natural imprevisível, capaz de provocar interrupções imediatas na operação aérea e gerar reflexos em toda a malha europeia, especialmente durante a alta temporada de viagens.
5. Por que os problemas com bagagem podem aumentar?
Entre todos os transtornos enfrentados por passageiros, o extravio ou atraso na entrega das bagagens costuma ser um dos mais estressantes.
E, no cenário atual da aviação europeia, esse risco tende a aumentar.
Isso acontece porque as três principais causas abordadas neste artigo — EES, greves e atividade do Monte Etna — afetam diretamente a logística dos aeroportos.
O EES aumenta o tempo necessário para processar passageiros na imigração, tornando a operação mais lenta.
As greves podem reduzir a disponibilidade de profissionais responsáveis pelo carregamento, descarregamento e transferência das bagagens entre aeronaves.
Já cancelamentos e alterações de rota provocados por fenômenos naturais obrigam companhias aéreas a reorganizar voos, redistribuir passageiros e reencaminhar malas para diferentes aeronaves.
Cada uma dessas mudanças representa uma oportunidade adicional para que a bagagem não acompanhe seu proprietário.
Os números ajudam a dimensionar esse cenário.
Segundo o relatório SITA Baggage IT Insights 2026, a Europa registra a maior taxa de bagagens extraviadas entre as regiões desenvolvidas do mundo.
São 10,5 bagagens extraviadas para cada mil passageiros, índice que sobe para 12,7 bagagens por mil passageiros em voos internacionais. Além disso, 39% dos extravios acontecem durante conexões, justamente uma das etapas mais vulneráveis quando há atrasos ou alterações operacionais.
Esse dado merece atenção especial dos brasileiros.
Grande parte das viagens entre Brasil e Europa envolve pelo menos uma conexão em aeroportos como Lisboa, Madri, Paris ou Roma. Quanto maior o número de conexões e mudanças na programação dos voos, maior também tende a ser a complexidade da logística de bagagens.
Por isso, especialistas recomendam levar na bagagem de mão itens essenciais, como medicamentos, documentos, eletrônicos, carregadores e uma troca de roupas, além de guardar até o fim da viagem o comprovante de despacho da bagagem.
Na próxima parte deste guia, você entenderá quais são os direitos dos passageiros diante de atrasos, cancelamentos e extravio de bagagem, além de descobrir em quais situações é possível solicitar assistência, reembolso ou até mesmo compensação.
6. Quais são os direitos do passageiro diante desse cenário?
Ao longo deste artigo, vimos que a aviação europeia enfrenta um momento de instabilidade provocado pela combinação de três fatores: a implementação do Entry/Exit System (EES), greves em aeroportos e companhias aéreas e a recente atividade do Monte Etna.
No entanto, uma dúvida permanece entre muitos passageiros: quais são os seus direitos caso a viagem seja afetada?
A resposta depende da causa do problema.
Nem todo atraso, cancelamento ou extravio de bagagem gera automaticamente o direito a uma compensação financeira. Ainda assim, isso não significa que o passageiro fique sem proteção.
Em muitos casos, as companhias aéreas continuam obrigadas a prestar assistência, oferecer alternativas para que o passageiro chegue ao destino e cumprir outras obrigações previstas na legislação aplicável.
Entender essa diferença é essencial para saber quais medidas tomar durante a viagem.
Quando existe direito à assistência?
Independentemente da causa do problema, a companhia aérea continua sendo responsável por prestar assistência ao passageiro quando ele permanece aguardando uma solução.
Essa assistência varia conforme o tempo de espera e a legislação aplicável ao voo, mas normalmente pode incluir:
- alimentação;
- acesso à comunicação;
- hospedagem, quando houver necessidade de pernoite;
- transporte entre aeroporto e hotel;
- reacomodação em outro voo;
- reembolso da passagem, quando cabível.
Por isso, mesmo em situações provocadas por fatores extraordinários, como uma erupção vulcânica, o passageiro não deve simplesmente aceitar permanecer desassistido no aeroporto.
Sempre solicite formalmente à companhia aérea informações sobre a solução oferecida para o seu caso.
Quando pode existir compensação financeira?
Essa é uma das dúvidas mais frequentes entre passageiros.
A compensação financeira depende de diversos fatores, especialmente da origem do problema.
Casos que podem gerar compensação
Em determinadas situações, o passageiro pode ter direito à compensação quando o transtorno decorre de circunstâncias que estavam sob controle da companhia aérea.
Entre os exemplos estão:
- problemas operacionais internos;
- falhas de manutenção;
- indisponibilidade de tripulação;
- decisões comerciais da companhia.
Dependendo do caso, também podem existir direitos relacionados ao reembolso de despesas, danos materiais e danos morais, conforme a legislação aplicável.
Casos que normalmente são considerados circunstâncias extraordinárias
Já situações como:
- atividade vulcânica;
- condições meteorológicas severas;
- fechamento do espaço aéreo;
- riscos à segurança;
- determinadas greves de terceiros (como controladores de tráfego aéreo ou funcionários de aeroportos);
costumam ser classificadas pelas autoridades europeias como circunstâncias extraordinárias.
Nesses casos, em regra, a companhia aérea pode não ser obrigada a pagar compensação financeira prevista no Regulamento Europeu EC 261/2004.
Isso, porém, não elimina outros direitos do passageiro, como assistência, reacomodação e, em determinadas situações, reembolso.
Além disso, nem toda greve é considerada extraordinária.
Greves de funcionários da própria companhia aérea podem receber tratamento jurídico diferente das paralisações realizadas por trabalhadores de aeroportos ou por controladores de tráfego aéreo.
Por esse motivo, cada situação deve ser analisada individualmente.
O que fazer se sua viagem for afetada?
Independentemente da causa do problema, algumas atitudes aumentam significativamente as chances de resolver a situação e preservar seus direitos.
1. Solicite informações à companhia aérea
Assim que tomar conhecimento do atraso, cancelamento ou alteração do voo, procure um funcionário da companhia e solicite uma posição oficial sobre o ocorrido.
Sempre que possível, peça essa informação por escrito.
2. Guarde todos os documentos
Não descarte:
- cartões de embarque;
- etiquetas de bagagem;
- comprovantes de despacho;
- e-mails enviados pela companhia;
- mensagens recebidas por aplicativo;
- comprovantes de despesas.
Esses documentos poderão ser importantes caso seja necessário comprovar os transtornos posteriormente.
3. Registre os gastos extras
Se você precisar pagar alimentação, transporte, hospedagem ou outros custos em razão do problema, guarde todas as notas fiscais e recibos.
Dependendo das circunstâncias, essas despesas podem ser reembolsáveis.
4. Em caso de bagagem, faça o registro imediatamente
Se sua mala não aparecer na esteira, procure o balcão da companhia aérea antes de deixar a área de desembarque.
Solicite a emissão do Registro de Irregularidade de Bagagem (RIB/PIR).
Esse documento é fundamental para acompanhar o caso e demonstrar que o problema foi comunicado imediatamente.
5. Acompanhe todas as comunicações
Durante períodos de instabilidade operacional, alterações podem ocorrer rapidamente.
Por isso, mantenha atenção aos aplicativos da companhia aérea, e-mails e painéis informativos do aeroporto.
7. Viaje informado e conte com a Cancelou.com
A aviação europeia atravessa um período de maior instabilidade. A implementação do Entry/Exit System (EES), as greves em diferentes países e a recente atividade do Monte Etna têm provocado atrasos, cancelamentos, perda de conexões e aumentado o risco de problemas com bagagens, especialmente durante a alta temporada de viagens.
Embora nem todo transtorno gere direito à compensação financeira, os passageiros podem ter direito à assistência, reembolso ou outras medidas previstas na legislação, dependendo das circunstâncias de cada caso.
Se sua viagem foi afetada por atraso, cancelamento, perda de conexão ou bagagem extraviada, a Cancelou.com pode analisar gratuitamente a sua situação e verificar quais são os seus direitos.
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